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Hedy Lamarr


Artista de Hollywood, de origem austríaca, considerada a mulher mais bela do mundo nas décadas de 30 e 40. Conquistou a fama ao aparecer despida numa piscina no ousado filme checo "Êxtase" (Ecstasy), em 1932, cuja cena teve a duração de dez minutos. Foi sua primeira atuação nas telas e a mais polêmica. O filme, também chamado de "Sinfonia de Amor", provocou o primeiro escândalo da história do cinema. Para conseguir que Lamarr fizesse uma expressão semelhante à de quem estivesse tendo um orgasmo, o diretor Gustav Machaty espetou seu bumbum com um alfinete. Hedy Lamarr ficava nua, corria entre árvores e mergulhava num rio. Depois, havia uma simulação de ato sexual. Tudo de muito longe. Durava apenas dez minutos, mas um comitê do governo americano se escandalizou. A fita saiu de cartaz, e a maioria de suas cópias acabou queimada. Também por causa do escândalo, Hedy foi espancada pelo marido, um fabricante de armas, que gastou mais de 300 mil dólares para incinerar outras cópias disponíveis na Europa. Disfarçada com as roupas da empregada, Hedy fugiu para Paris e depois para os Estados Unidos.

Lamarr ficou rica e famosa devido à sua beleza, atributo que considerava uma maldição. Meu rosto é uma máscara que não posso remover, escreveu em "Ecstasy and Me", sua autobiografia, de 1966. Filha de um rico empresário austríaco, Hedwig Eva Maria Kiesler seguiu para Hollywood, onde ganhou o nome artístico que a tornou conhecida e atuou em cerca de 40 produções. Alcançou a popularidade no mundo todo por sua atuação em "Sansão e Dalila" (Samson and Delilah), épico produzido em 1949 e dirigido por Cecil B. DeMille. Depois de interpretar Dalila, ao lado do galã Victor Mature no papel de Sansão, ela entraria de vez no panteão das mulheres fatais de Hollywood.

A atriz esteve perto protagonizar a heroína do clássico "Casablanca", fazendo par romântico com Humphrey Bogart, mas preferiu deixar o papel para Ingrid Bergman. Nem por isso deixou de ser a fulgurante estrela que era. Na verdade, Lamarr encontrou as portas do cinema americano abertas menos para seu talento dramático que para sua aparência. Qualquer mulher pode parecer glamourosa no cinema. Basta ficar quieta e fazer cara de burra, ironizava. No auge da carreira, na década de 40, ela havia estrelado 25 filmes. Casou-se cinco vezes, uma delas com o magnata do petróleo W. Howard Lee, que depois foi marido de Gene Tierney. Por ocasião do divórcio, ele queixou-se amargamente da artista, que gastava loucamente, quase me levando à ruína material e moral.

Em 1942, esposa de um rico fabricante de armamentos bélicos, Lamarr e o compositor George Antheil patentearam um sistema de rádio com proteção contra interferências, posteriormente utilizado pela marinha no aperfeiçoamento dos torpedos teleguiados. A tecnologia é precursora da técnica que levou à invenção da telefonia celular. Nos anos 70, a atriz atravessou uma forte crise financeira e chegou a empenhar suas jóias e a desfazer-se de propriedades. Em 1998, Lamarr recebeu uma indenização da companhia de software Corel, que fabrica programas de artes gráficas. A imagem da estrela quando jovem, reconstituída digitalmente, ornamentava a caixa do software Corel Draw 8. Após acordo, a Corel conseguiu autorização para estampar o rosto da atriz em seu software durante cinco anos. Nos últimos anos, a atriz havia se tornado uma mulher reclusa e amargurada. Foi presa duas vezes, ao ser descoberta roubando em lojas em Los Angeles e nos subúrbios de Orlando, Flórida, onde morava. Apesar dos vários casamentos e três filhos (um adotivo), morreu só, aos 86 anos, em 19 de janeiro de 2000.

Veja mais fotos de Hedy Lamarr: Foto 01 | Foto 02


Filmografia
1932: Êxtase (Ecstasy)
1938: Argélia (Algiers).....Mais informações
1939: Flor dos Trópicos (Lady of the Tropics)
1939: A Mulher que Eu Quero (I Take This Woman)
1940: Fruto Maldito (Boom Town)
1940: Inimigo X (Comrade X)
1940: Fruto Romântico (Boom Town).....Mais informações
1941: Pede-se um Marido (Come Live with Me).....Mais informações
1941: Sol de Outono (H.M. Pulham, Esq.)
1941: Este Mundo É um Teatro/A Vida é um Teatro (Ziegfeld Girl)
1942: Boêmio Errante (Tortilla Flat).....Mais informações
1944: Idílio Perigoso (Experiment Perilous)
1945: Sua Alteza e o Groom (Her Highness and the Bellboy)
1949: Sansão e Dalila (Samson and Delilah).....Mais informações
1950: O Vale da Ambição (Copper Canyon).....Mais informações
1950: Mulher Sem Nome (Lady Without Passaport)
1957: A História da Humanidade (The Story of Mankind).....Mais informações
1957: Naufrágio de uma Ilusão (The Female Animal)


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Hedy Lamarr em "Sansão e Dalila" (1949)