A

B

C

D

E

F

G

H

I

J

K

L

M

N

O

P

R

S

T

U

V

W

X

Y

Z

Henriette Morineau


Atriz francesa nascida em Niort, chegou ao Brasil em plena II Guerra Mundial, em 1940, para uma temporada no Teatro Municipal e nunca mais deixou o país. Foi convidada a dirigir a companhia de Bibi Ferreira e excursionou em todo o território nacional com o grupo Artistas Unidos. Foi a primeira a montar uma peça infantil profissional, "O Casaco Encantado", de Lúcia Benedetti. Ajudou a popularizar Tennessee Williams, com "Uma Rua Chamada Pecado", e clássicos, como "Medeia". Impondo-se disciplina quase militar, tomava banho frio mesmo no inverno, admirava o general Charles De Gaulle e detestava o teatro de vanguarda: "Gosto de mensagens. Sei que é antiquado, mas gosto de chegar em casa e continuar pensando naquilo que vi".

Na França de 1922, com apenas 15 anos, Henriette foi para o Conservatório de Arte Dramática de Paris e, tendo completado o curso três anos depois, passou a trabalhar com Henri Lambert na comedie Française. Em 1926, estreou na peça "Nuit de Octobre", de Musset. Em 1927, percorreu várias cidades da França e países vizinhos, com a companhia de Henri Meyer. Em 1931, conheceu Georges Morineau que então vivia no Rio de Janeiro, onde vieram a se casar. Na televisão, chegou a participar das novelas "Escrava Isaura" e "Água Viva", da Rede Globo. Nas telas, fez "Bonitinha Mas Ordinária", adaptação para o cinema da peça de Nelson Rodrigues, em 1981.

Responsável pela profissionalização do teatro brasileiro e grande descobridora de talentos, entre outros, Marilia Pêra, Jardel Filho e Fernanda Montenegro. Em 1970, após a morte do segundo marido, o ator Delorges Caminha, Henriette pensou em abandonar o teatro para cuidar de uma obra filantrópica. No sítio de Miguel Pereira, onde se refugiou, descobriu uma relação com o personagem do filme "Ensina-me a Viver", a irriquieta velhinha, cheia de vitalidade: "Ambas sabemos que somos apenas parte do mundo animal." A atriz acabaria voltando aos palcos em "Coriolano", com Paulo Autran, e "Quarta-feira Lá em Casa Sem Falta", com Eva Todor, em 1977, mas, em 1979, em entrevista ao Jornal do Brasil, revelou o desejo de reviver Maude, que Ruth Gordon consagrara no cinema. No dia seguinte, recebia uma proposta do empresário Ubiratan Correia. Realizou o sonho de muitos anos, que transformou-se em sua última aparição nos palcos, atuando em "Ensina-me a Viver", em 1981. Henriette faleceu aos 83 anos, em 3 de dezembro de 1990.

Veja outra foto de Henriette Morineau

BR Busca JS - Busca
Banco de Dados
Para uma resposta mais rápida, utilize aspas na consulta, exceto quando tiver dúvida com relação à grafia do nome
• fechar janela •