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Henry Mancini


Maestro, compositor e arranjador americano de trilhas sonoras para o cinema, foi indicado 14 vezes para o Oscar, tendo recebido quatro, pelas trilhas sonoras de "Vitor ou Vitória", "Vício Maldito" e "Bonequinha de Luxo" (a canção "Moon River" alcançou as paradas do mundo inteiro). Foi também indicado 72 vezes para o Grammy, levando vinte. Mancini cedo começou a estudar música e, em 1942, ingressava na Escola de Música Julliard, de Nova York. Com a eclosão da II Guerra Mundial, foi convocado pelo exército e lutou durante três anos na Europa. Na volta, tornou-se arranjador e maestro da orquestra de Glenn Miller, desaparecido durante o conflito.

Apesar de ter sido colocado no Exército durante a Segunda Guerra Mundial, Mancini conseguiu trocar da infantaria para a banda, tornando-se o arranjador e pianista da Orquestra de Glenn Miller. Mais tarde, Mancini foi contratado por Tex Beneke, um saxofonista de Glenn Miller que anos depois da II Guerra Mundial, com o misterioso desaparecimento de Miller num ataque aos aviões das tropas aliadas no Canal da Mancha, praticamente continuou o legado do grande band leader, tornando-se então o líder da nova formação da The Glenn Miller Orchestra, em 1946. Mancini conheceu sua futura esposa, Ginny O'Connor, numa audição para a banda de Tex Beneke, onde ele era o pianista, em Los Angeles. Com Ginny O'Connor, Mancini teve três filhos: Christopher e as gêmeas Felice e Monica.

Contratado pela Universal, Henry Mancini começou a compor para o cinema em 1952, escrevendo a trilha sonora do filme "Lost in Alaska". Seu maior professor e mestre, segundo suas declarações, foi o austríaco Ernst Krenek, autor contemporâneo e um dos mais destacados autores da Segunda Escola de Viena. Mancini participou do Festival Internacional da Canção do Rio de Janeiro nos anos 60 e planejava voltar ao Brasil pouco antes de sua morte. O último depoimento gravado do maestro foi destinado ao Brasil, um apelo filantrópico onde Mancini pede apoio à Orquestra de Câmara do Rio de Janeiro, por solicitação do maestro brasileiro Nelson Niremberg.

Enrico Nicola Mancini nasceu em 16 de abril de 1924 em Cleveland, Ohio. Henry Mancini deixou-nos um legado inestimável: clássicos da música popular, mais de 80 trilhas sonoras para o cinema, mais de 20 séries e programas de TV e mais de 90 álbuns lançados, dos quais 8 receberam o Disco de Ouro da Recording Industry Association of America. Mancini, com seu sorriso gentil e modos educados, foi um compositor único em uma profissão que já é secular. Destacava-se de seus colegas ao criar canções estilizadas e maravilhosas, fadadas ao sucesso. Mancini não criava músicas apenas para acompanhar imagens. Com sucesso, mudou a arte e o formato dos álbuns de trilhas sonoras. Ele pegava uma faixa curta ouvida no filme, e a desenvolvia por completo em uma nova gravação feita especialmente para o álbum.

Em quase cinquenta anos de carreira artística, escreveu trilhas para mais de oitenta filmes e seriados de televisão, tendo reunido sua produção em mais de noventa discos. Entre seus trabalhos mais famosos, também destacam-se as trilhas sonoras de: "Peter Gunn" (seriado produzido para a televisão em 1958), "Música e Lágrimas" (cinebiografia de Glenn Miller), "Charada" (Charade, de Stanley Doney), "A Pantera Cor de Rosa" (The Pink Panther, de Blake Edwards), "A Corrida do Século" (The Great Race, de Blake Edwards), "A Marca da Maldade" (de Orson Welles), e "Hatari!" (de Howard Hawks). Mancini faleceu de câncer aos 70 anos, em 14 de junho de 1994.

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