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Henry Miller


Autor de títulos famosos, seu romance "Trópico de Câncer" foi publicado em 1934 somente na França devido ao tema exageradamente picante para a época, o qual já demonstrava sua grande capacidade em escandalizar e chocar. Foi liberado em seu país de origem, os Estados Unidos, 30 anos depois, numa decisão judicial que levou nove anos e conseguiu superar os problemas com a censura e a imprensa. O processo americano que liberou o livro é comparável, em significado para a liberdade de expressão, aos processos judiciais que se empenharam para liberar "Ulisses", de James Joyce, e "O Amante de Lady Chatterley", de D.H. Lawrence.

Filho de um pobre alfaiate do Brooklyn, Miller foi vaqueiro, mineiro, mendigo, lixeiro, coveiro, carteiro, funcionário da Western Union e jornalista. Sua obra começou tarde. Até os quarenta anos, nada produziu que merecesse a atenção do público. Desejava viver intensamente e, ao mesmo tempo, tinha consciência de seu talento para escritor, transformando todos os acontecimentos em relatos que posteriormente fariam parte de sua obra. Sua vida foi um constante choque entre a boêmia e o trabalho, pobreza e lucros, elogios da crítica e lutas contra a censura. Miller odiava o casamento convencional, afirmando que ele era a morte do amor. No entanto, casou-se cinco vezes, sendo a primeira vez em 1917, com Beatrice Wickens. E sua terceira esposa, a ex-dancarina de cabaré June Edith Smith, foi quem o sustentou até a ida para Paris. Lá conseguiu travar amizades com expoentes da cultura na época, como Lawrence Durrell e Alfred Perles, que o auxiliaram na publicação de seus romances. Depois, transferiu-se para Big Sur, Califórnia, até ser expulso pelo excesso de visitantes trazidos pela fama. Mudou-se para Los Angeles, numa elegante mansão em Pacific Palisades, vizinho de Ronald Reagan antes dele ser presidente.

Miller foi um dos homens mais importantes da cultura do século XX, tendo se notabilizado como o escritor que trouxe respeito a literatura pornográfica. Entre romance, ensaios e uma vasta correspondência que atingiu quase cinquenta volumes, foi autor de "Trópico de Capricórnio", a trilogia "A Crucificação Encarnada", com suas partes "Nexus", "Plexus", "Sexus" (autobiográficas), "The Time of the Assassins", "The Colossus of Maroussi", "Quiet Days in the Clichy", "The Smile at the Foot of the Ladder", "The Cosmological Eye", "The Books in My Life", "Wisdom of the Heart", "Big Sur and the Oranges of Hieronymus Bosch", "Sunday After the War", "Remember to Remember" e "The Air Conditioned Nightmare". Henry Miller faleceu aos 88 anos, em 7 de junho de 1980.

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