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Herbert Marcuse


Filósofo alemão nascido em Berlim, considerado o último grande marxista contemporâneo, condenava o terrorismo mas tinha uma saudável solidariedade intelectual aos movimentos de oposição. O refinado pensador judeu era um intransigente crítico da sociedade de consumo e inimigo mortal do pensamento de salão. A Ku-Klux-Klan chegou a ameaçá-lo de morte em 1969 e o Pravda, órgão da imprensa soviética, acusava-o de agente da CIA. Sua principal escola foi um grupo de intelectuais da República de Weimar (1918-33), ao qual ele se integrou em 1932, formando a Escola de Frankfurt.

Antes de aderir a esse círculo de pensadores, Marcuse havia sido convidado por Heidegger para ser seu assistente na Universidade de Freiburg. Mas o jovem que tinha participado de um soviete de soldados alemães em 1918, entusiasta do movimento espartaquista - corrente do comunismo alemão - e que havia visto o trágico assassinato de seus líderes, a derrota do socialismo e a súbita ascensão do nazismo, recusou o convite do velho professor simpático ao III Reich. Com a ascensão de Hitler ao poder, a Escola de Frankfurt migrou, primeiro para Genebra e definitivamente para os EUA.

Lá Marcuse se fixou, obteve a cidadania americana e lecionou. Foi no exílio que o filósofo produziu as obras de maior impacto: "Eros e Civilização" (1955), "Marxismo Soviético" (1957), "O Homem Unidimensional" (1964), traduzido no Brasil como "Ideologia da Sociedade Industrial". Publicou duas grandes obras antes desse período: "Ideias para uma Teoria Crítica da Sociedade", uma leitura humanista dos Manuscritos de 44 de Marx, e "Razão e Revolução", um clássico sobre o pensamento de Hegel. Herbert Marcuse faleceu aos 81 anos, em 29 de julho de 1979.

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