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Herbert Von Karajan


Um dos maiores regentes de orquestra do século XX, responsável pela filarmônica de Berlim durante 34 anos, desde 1955. Nascido em Salzburg, Áustria, seu verdadeiro nome era Herbert von Karajanopoulos, descendente de uma família macedônia de comerciantes de tabaco, tornada nobre no apogeu do Império Áustro-Húngaro. Seu bisavô era um erudito em filologia alemã, diretor da biblioteca da corte em Viena, e seu pai foi um médico ilustre. Começou a estudar piano aos 3 anos, e aos 11 deu seu primeiro concerto. Na mesma época, ouviu pela primeira vez o maestro Arturo Toscanini e abandonou o sonho de ser pianista, trocando-o pelo de regente.

Aos 20 anos, estreou como maestro na cidade de Ulm, em 1927. Aos 26, como diretor da Ópera de Aachen, tendo sido o mais jovem músico a ocupar tal posto na Alemanha. Em 1938 transferia-se para Berlim e, em 1941, aos 33 anos, era o regente titular da principal orquestra do país. Numa época nazista, conseguiu entrar para a SS a fim de alcançar seus objetivos musicais. Foi, entretanto, expulso em 1943, por ter se casado com uma neta de judeu. Em 1956, um músico respondeu à sua arrogância, durante um ensaio: "Senhor von Karajan, durante a guerra fui piloto. E passei-a abatendo aviões de nazistas como o senhor". Depois da II Guerra Mundial, o maestro voltou do exílio para dirigir a ópera de Viena, em 1954. Gravou cerca de 900 discos, tendo vendido mais de 115 milhões de cópias até a ocasião de sua morte.

Multimilionário, Karajan possuía mansões em Salsburgo, Saint-Tropez e Saint-Moritz, uma coleção de automóveis que incluía uma Ferrari e um Rolls-Royce, um iate e um jatinho executivo, que ele próprio pilotava para atender aos vários compromissos. Trabalhava em média doze horas por dia, ensaiando, dando concertos ao vivo ou gravando para a TV. Possuía sua própria produtora, tendo dirigido para a televisão alemã 29 documentários musicais em fins dos anos 60, entre concertos sinfônicos, óperas e balês. De pequena estatura (1,68m) e porte musculoso, para manter a forma física caminhava alguns quilômetros por dia. E quando voltava de um concerto, tinha o costume de nadar na piscina de qualquer uma de suas casas palacianas.

Era reconhecidamente uma vedete imodesta e isso atraía a ira de certa parcela da crítica especializada. Em 1985, sua encenação da ópera "Carmem", de Bizet, foi terrivelmente mal recebida, tendo sido censuradas algumas cenas mal feitas e considerada uma distração desnecessária certas alterações que ele fez no elenco de cantores. A agência Áustria Press chegou a dizer na ocasião que era melhor falar de von Karajan como regente do que como diretor de encenação. Apesar dos atropelos, e de seu passado nazista, ele foi apontado como o mais importante regente do mundo, em pesquisa realizada pelo semanário francês Le Point, em 1977. De uma tenacidade absoluta, regia com os olhos fechados, profunda concentração, mãos fortes, dedos ligeiramente crispados pela artrite, era rápido e seco nos ataques orquestrais. Em certas pausas, ao longo de uma obra, seu pulso chegava a 170 batidas por minuto, a mesma pulsação de um piloto de Fórmula 1 segundos antes da largada. Com a saúde abalada, a partir de 1985, Karajan passou a reger a orquestra sentado, num banco anatômico especial, em consequência de problemas na coluna. O regente faleceu aos 81 anos, em 16 de julho de 1989.

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