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Hiroito


Imperador do Japão, assumiu o trono em 1926 após o falecimento do Imperador Taisho, e tornou-se o 124º líder de uma dinastia que sobrevive a mais de 2.500 anos. Conforme a tradição, uma comissão especial escolheu o nome de seu reinado: Showa, ou a Paz Auspiciosa. Príncipe Regente em 1921, casou-se com a Imperatriz Nagako em 1924 e tornou-se importante estudioso da biologia marinha. Responsável pela participação de seu país na II Guerra Mundial, formando o eixo, assim como era chamada sua ligação com a Alemanha e Itália, e o trio posicionou-se contra os aliados, ou seja, a união das nações que se opunham a política de Hitler.

O imperador permitiu o ataque a Pearl Harbor, no Pacífico, resultando na violenta represália pelos americanos, quando lançaram as bombas atômicas nas cidades japonesas de Hiroshima e Nagazaki. A derrota na guerra levou à perda dos direitos militares e quase dando origem ao seu julgamento no tribunal de Nuremberg por crimes contra a humanidade. Outra versão da história coloca-o como vítima das circunstâncias e politicamente impotente, sem responsabilidade pelos massacres japoneses na China e a própria situação que viu-se o país durante a II Guerra Mundial.

Afirma-se que, após os bombardeios atômicos, o Supremo Conselho de Guerra estava dividido ao meio, uns pela rendição imediata e outros pela guerra a qualquer custo. Foi o imperador que desempatou, dicidindo-se pela capitulação, sendo esse o motivo pelo qual a guerra terminou mais depressa do que se esperava na Ásia. Enquanto os membros do gabinete japonês, aparentemente os verdadeiros causadores do confronto com o mundo ocidental, foram executados, Hiroito foi poupado. Parece lugar comum, mas o velho ditado é infalível: "a corda sempre arrebenta do lado mais fraco".

De qualquer maneira, seus súditos respeitavam a tradição milenar e consideravam-no um representante dos poderes divinos na terra. A posição do imperador é mantida por vontade do povo, um símbolo do Estado e sua unidade. De acordo com a Constituição japonesa, ele está limitado quanto a seus poderes, tendo o direito de nomear o Primeiro-Ministro conforme a indicação da Dieta, bem como o Presidente da Corte Suprema que lhe for indicado pelo Gabinete. Pode ainda homologar determinados atos em nome do povo, como promulgação de leis e tratados, a convocação da Dieta e concessão de honrarias.

Em sua primeira viagem ao exterior, depois da guerra, em 1971, Hiroito foi vaiado na Holanda, e, na Inglaterra, lorde Mountbatten, o ex-comandante aliado no Sudeste Asiático, só compareceu a uma audiência com o visitante depois de ouvir uma convocação de sua prima, a rainha Elizabeth II. Aos poucos, o imperador japonês foi conquistando a imagem de monarca esclarecido e patriarca voltado à família, que passava duas tardes por semana trancado em seu laboratório de biologia, dedicando-se ao trabalho de pesquisa sobre espécimes biológicos do mar e cultivando seus bonsais. Tinha especial apreço por um relógio de Mickey Mouse, presenteado durante uma visita aos Estados Unidos. Hiroito faleceu aos 87 anos, em 6 de janeiro de 1989.

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