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Hussein


Rei da Jordânia, líder do Oriente Médio e desde 1952 no trono, desempenhou papel importante na política da região. Charmoso e digno na conduta política, o rei era visto como uma força de moderação numa região de extremismos. Ele assinou um acordo de paz com Israel em 1994 e atuava como mediador nas negociações entre judeus e palestinos. Antes da era pacifista, Hussein bin Talal perdeu metade de seu território em combates com Israel, sobreviveu a uma brutal guerra civil e a numerosas tentativas de assassinato. Casou quatro vezes e foi um dos monarcas que mais tempo reinou no mundo. A Jordânia é um retalho de terra quase do tamanho do Estado de Santa Catarina, 90% do qual puro deserto. Sem petróleo ou outro recurso de valor, é cercada de inimigos poderosos e inclementes. Dois em cada três dos 4,5 milhões de jordanianos são palestinos sem apreço especial pelo rei, por sua família e pelo próprio país que os acolheu na hora da desgraça.

Hussein, bisavô do monarca falecido, líder de Meca e da rebelião árabe, ansiava ser rei de todo o Oriente Médio. Ganhou apenas um reino minúsculo em torno da cidade santa do islamismo. A Síria moderna foi criada para abrigar seu filho Faiçal, o comandante militar da Legião Árabe. Quando os franceses o expulsaram de Damasco, seu irmão mais velho, Abdula, marchou com sua tropa de beduínos dispostos a recolocá-lo no trono. Foi quando Winston Churchill lhe propôs aceitar "temporariamente" um novo emirado, a Transjordânia, nome original da Jordânia. Três províncias otomanas foram reunidas num país, o Iraque, e Faiçal foi instalado como rei em Bagdá. A divisão da Palestina em dois Estados, um árabe e outro judeu, foi votada pela ONU em 1947. Abdula anexou a seu reino a Cisjordânia e parte de Jerusalém. A frente unida anti-Israel nunca ocultou os conflitos interárabes nem resultou na unificação da região e as coisas pioraram com a explosão do fundamentalismo muçulmano.

Diante de tanta confusão, Hussein sempre soube evitar os conflitos. Mas sua saúde não lhe permitiu continuar. Durante seis meses nos Estados Unidos lutando contra um câncer linfático, ele estava desenganado. Em 19 de janeiro, consciente de seu delicado estado de saúde, retornou ao seu país, afastou o irmão caçula do poder e nomeou seu filho mais velho, Abdullah, como sucessor. Em seus funerais em Amã, capital do país, compareceram os mais importantes líderes políticos do mundo, entre eles os presidenstes dos Estados Unidos, Rússia, França e o primeiro-ministro da Inglaterra. Hussein faleceu aos 63 anos, em 7 de fevereiro de 1999.

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