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Indira Gandhi


Primeira Ministra da Índia em duas ocasiões, entre 1966 e 1967, e entre 1980 e 1984. Natural de Alahabad e filha de Jauaharlal Nehru, primeiro chefe do governo da Índia após a independência em 1947 até morrer, em 1964. Foi a segunda mulher a governar uma nação nos tempos modernos (a primeira foi Sirima Baudaranaine, do Ceilão), tendo estudado na Universidade Santineketan da Índia e na de Oxford, na Inglaterra, e também na Suíça.

Considera-se, entretanto, que a instrução mais importante que recebeu tenha se originado nas cartas filosóficas que o pai lhe escrevia da prisão. Foi grande auxiliar de Nehru e, após sua morte, assumiu a chefia do Ministério de Informações. Foi Indira a grande vencedora da guerra entre a Índia e o Paquistão em 1971, que acarretaria a perda, pelo Paquistão, de sua província oriental, transformada no Estado Independente de Bangladesh. Em 1979, ela chegou a ser presa por corrupção e fraude eleitoral, além de acusações de abusos de poder durante os vinte meses de um ditatorial estado de emergência por ela decretado em 1975.

Entretanto, seu desempenho nas urnas, em 1980, foi espetacular e era ela, mais uma vez, a principal personagem em cena na Índia. Entretanto, a irmã mais nova de Nehru, Krishna Nehru Hutheering, jamais admirou a sobrinha, afirmando que, para Nehru, a ideia da dinastia (conservação de uma só família no poder) era totalmente antidemocrática e indesejável. Indira respirou política desde que nasceu, de uma família rica e aristocrática completamente mergulhada no movimento do Mahatma Gandhi, amigo pessoal de Nehru, pela libertação da Índia.

Assistindo as frequentes prisões do pai e ao sofrimento da mãe, Indira cresceu uma criança assustada, tímida e doente - teve tuberculose, pressão baixa, problemas renais, dores musculares e estava proibida de ter filhos. Aos 18 anos, perdeu a mãe e foi estudar na Inglaterra, onde reencontrou um amigo de infância, o advogado e jornalista Feroz Gandhi, que não tinha qualquer parentesco com o Mahatma. Eles voltaram para a Índia em 1941 e se casaram no ano seguinte. Indira contrariou as ordens médicas e teve dois filhos. A líder indiana foi assassinada por dois de seus próprios guarda-costas, ambos pertencentes à seita Sikh, um grupo político-religioso de 13 milhões de adeptos que vivem no Punjab, o mais próspero dos estados indianos.

No século XIV, o guru Nanak quis aproximar o hinduismo do islamismo, impondo cinco Ks aos seus seguidores: Kesh, Khang, Karc, Kanch e Kirpan (cabelos compridos, pentes de madeira, braceletes de ferro, calças estilo culote e espada na mão). Abstêmios do fumo e do álcool, representam apenas 2% ou 3% da população indiana. Um ano antes da morte da Primeira-Ministra, seus líderes reivindicaram autonomia para o Punjab, criação de uma estação de rádio própria, recanalização dos rios no Punjab, desviados para beneficiar outras regiões indianas, e o reconhecimento de Amritsar como cidade santa. Nenhum item foi atendido.

Na ocasião, os jornais se perguntavam: "A Sra. Gandhi recusou. Mas até quando poderá continuar recusando?" Indira sofreu um atentado a sangue frio no palácio do governo. Como era seu costume, pela manhã ela deixou a residência governamental em Nova Déli e, acompanhada de seus guarda-costas, tomou um pequeno caminho de terra que a levaria ao escritório. Lá, faria uma filmagem com o ator britânico Peter Ustinov, que estava na Índia filmando um seriado sobre líderes políticos. "Tudo estava pronto, o chá servido e ela caminhava em nossa direção, quando ouvimos três disparos" - contou Ustinov à televisão francesa - "Por um momento pensamos que fossem fogos de artifício, mas logo depois um dos guardas disparou a metralhadora contra ela". Indira Gandhi faleceu aos 66 anos, em 31 de outubro de 1984.

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