Atriz argentina de nascimento, fez grande sucesso no Brasil nas décadas de 60 e 70, principalmente no teatro, no cinema e na TV. Ela era uma das "Certinhas do Lalau", concurso criado na década de 50 pelo escritor Sérgio Porto, o Stanislaw Ponte Preta, para escolher as mulheres mais bonitas da época. Em "Cavalo de Oxumaré" (1960), de Ruy Guerra, Irma chegou a raspar a cabeça para o filme.
Alvarez participou ainda de 40 filmes ao longo de sua vida. A última aparição foi em "O Viajante", em 1999, quando dividiu as telas com Roberto Bonfim, Leandra Leal, entre outros, no filme dirigido por Paulo Cesar Saraceni. Ela também esteve em "Porto das Caixas" (1962), de Paulo Cesar Saraceni (com o qual ganhou muitos prêmios), "Todas as Mulheres do Mundo" (1967), de Domingos de Oliveira, "Terra em transe" (1967), obra-prima de Glauber Rocha, "A Noite do Meu Bem" (1968), de Jece Valadão, "A Estrela Sobe" (1974), de Bruno Barreto, e "Pra frente Brasil" (1982), de Roberto Farias.
Alvarez começou a carreira na produção portenha em "Cinco Locos en la Pista" (1950), de Augusto Cesar Vatteone. O primeiro longa em português foi a comédia "Massagista de Madame", de Victor Lima, em 1958. Outras produções do início da caminhada cinematográfica da atriz foram "De Noche También se Duerme" (1955) e "Del Otro Lado del Puente" (1953). Ultimamente Irma se dedicava à pintura - num estilo que ela definia como "entre o clássico e o moderno" - e ao voluntariado no hospital INCA. Viúva, ela deixou uma filha, Krishna, de 34 anos, e os netos João Eduardo, 6 anos, e Joana, 2. De 2000 a 2006, ela morou em Miami (EUA), onde ajudou a filha a criar seus netinhos. A atriz faleceu aos 73 anos, em 8 de janeiro de 2007. Em uma das fotos, ela aparece ao lado de outras beldades da época, Maria Pompeu e Anilza Leoni.