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Isaurinha Garcia


Uma das mais populares cantoras da era do rádio nas décadas de 40 e 50, era conhecida como "Personalíssima", tendo conquistado a fama com canções como "De Conversa em Conversa", "Mocinho Bonito", "Pé de Manacá" e "Mensagem". Gravou "Duas Mulheres e Um Homem", estourando nas paradas nos anos 50. Descendente de italianos, Isaurinha foi a primeira cantora paulista a fazer sucesso no Rio de Janeiro e no resto do país, cantando samba com sotaque típico da Zona Leste.

Nascida no bairro do Brás, foi operária de uma fábrica de tecidos e iniciou na carreira ao vencer um concurso de novos talentos aos treze anos. Casou-se pela primeira vez aos quatorze anos. Chegou a formar dupla com o cantor Vassourinha para apresentações em shows e em circos e excursionou por todo o Brasil. Em 1938, sem nunca trocar São Paulo pelo Rio de Janeiro, foi contratada pela Rádio Record, de onde jamais se afastou. Em 1952, elegeu-se a melhor intérprete de música popular em São Paulo.

Sobrinha do célebre pintor paulista Giuseppe Pancetti, começou sua carreira em 1938, depois de um concurso promovido pela Rádio Record, tendo sido contratada no mesmo ano pela emissora paulista. Neste começo de carreira, inspirava-se em Carmen Miranda e Aracy de Almeida. Isaurinha foi homenageada com a peça "Isaurinha -samba jazz & bossa nova", assistida por mais de 300 mil pessoas desde 2003. A intérprete foi uma das maiores cantoras da MPB, e, com mais de cinquenta anos de carreira, foi considerada a Edith Piaf brasileira. Gravou mais de trezentas canções. Isaurinha foi casada pela segunda vez com o organista Walter Wanderley, falecido em 1986 nos Estados Unidos, numa união tempestuosa, quando o casal se envolveu em brigas noticiadas constantemente pela imprensa da época.

A Revista do Rádio publicou em sua edição de 11.05.1957: "A notícia de sensação, no rádio paulista - e também no carioca, posto que a estrela desfruta de enorme prestígio com os fãs de todo o país - é a do casamento de Isaurinha Garcia, com um pianista pernambucano. Depois de amar e sofrer durante os longos e tumultuados quinze anos de seu casamento, ela criou para si um novo universo, uma casa de tijolos vermelhos e janelas brancas, jardim com rosas, passarinhos e a filha Mônica". Ela afirmaria: "Acho que há em mim duas pessoas. Eu amei muito. Amei de verdade. E sofri muito. Então, eliminei primeiro aquilo que me fazia sofrer. Me apego muito às pessoas, aos animais, a tudo. E depois fico com medo de perder. Gostar mais de alguém não vou gostar, não. Me apavorei". Entretanto, sua voz, de timbre agudo e anasalado, marcou refrãos como "quando o carteiro chegou/E o teu nome gritou/Com uma carta na mão..." Isaurinha Garcia faleceu aos 70 anos, em 30 de agosto de 1993.

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