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Itamar Assumpção


Cantor e compositor paulista, ao longo da carreira foi chamado de maldito, underground e marginal. Entretanto, as letras cáusticas e a competência como músico atraíram a atenção de cantoras como Rita Lee, Zélia Duncan e Cássia Eller. Ele fez samba, reggae, funk, rock e até rap. Morava em uma casa alugada no bairro da Penha, São Paulo. Não tinha carro, nem plano de saúde. Para fazer três cirurgias para extirpação de um tumor no intestino, foi internado no Hospital das Clínicas de São Paulo. Casado com Zena e pai de duas filhas – a professora de inglês Serena, de 24 nos e Anelis, de 21, cantora como o pai – Itamar nunca se submeteu às imposições das gravadoras.

Na Alemanha, onde conquistou o repeito por seu trabalho, atirou uma lata de cerveja em policiais que faziam sinais para que ele falasse baixo, na rua. Em 1996, desentendeu-se com a coordenação da Gravadora Paradoxx. Foi na prisão, onde ficou durante cinco dias, que o artista, aos 21 anos, descobriu sua identificação com a música. Vítima do preconceito racial, foi preso em Londrina, no Paraná, onde morava, simplesmente porque carregava um toca-fitas nas mãos.

Na cadeia, caiu nas graças de um dos presos mais respeitados. Arranjou um violão e começou a tocar. Alcançou notoriedade a partir da década de 70 no Teatro Paulistana, onde se apresentou ao lado de Arrigo Barnabé. Dançando sobre o palco, lembrava um feiticeiro de uma tribo africana. Os cabelos rastafari contrastavam com as roupas coloridas e exóticas sobre a pele negra. Itamar nasceu na cidade de Tietê, interior de São Paulo. Estudou contabilidade e cumpriu expediente em cartório. Para sobreviver, entregou carnês de imposto em São Paulo. Itamar Assumpção faleceu aos 53 anos, em 12 de junho de 2003.

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