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J. Silvestre


Jornalista, radialista, escritor, um dos grandes nomes do vídeo nos anos 60 e um dos pioneiros dos programas de auditório no Brasil. Na Tupi, fez "O Céu É o Limite". Foi o primeiro programa de perguntas e respostas do país e ficou quase 30 anos no ar em diversas emissoras. A imigrante egípcia Micheline Christophe, então com 15 anos, foi uma das recordistas, em 1969, ao ficar 29 semanas no ar. "O programa mudou minha vida, pois decidi estudar História com a bolsa de estudos que ganhei", conta ela, hoje com 45 anos. Nascido em Salto, interior de São Paulo, em 1922, em uma família de imigrantes italianos, João Silvestre chegou a sobreviver do trabalho em uma fábrica de tecidos antes de ser descoberto pela Rádio Bandeirantes de São Paulo, em 1941, em um concurso de locutores no qual enfrentou 350 candidatos. Com a experiência atrás dos microfones, acabou tornando-se um dos pioneiros da implantação da televisão brasileira, ao apresentar, em 1950, o programa inaugural da TV Tupi.

Outro programa que J. Silvestre comandou foi o "Almoço Com as Estrelas", depois transferido para Airton e Lolita Rodrigues. "Ele era reservado, mas muito gentil e culto", lembra Lolita. Também escreveu e atuou em telenovelas como "Meu Trágico Destino", de 1953, transmitida ao vivo. No mesmo ano, a TV Tupi apresentou a novela "A Dama de Negro", de sua autoria, que na época produzia para o rádio e a televisão. Já com o programa "Esta É Sua Vida", na década de 60, J. Silvestre fazia homenagens lacrimosas a celebridades das quais relatava trechos dramáticos da vida e apresentava parentes em pleno palco, ao vivo, para extrair flagrantes de emoção. Em 1964, contratado da TV Excelsior de São Paulo, tornou-se mestre de cerimônias do programa "A Pergunta dos Dez Milhões", onde os candidatos respondiam a perguntas sobre determinados personagens. Em 1979, foi nomeado presidente da Radiobrás pelo então presidente João Baptista Figueiredo, mas divergências com a equipe o levaram a deixar o cargo poucos meses depois. Um dos poucos profissionais desse tempo que manteve sua imagem intacta e sem desgastes, dando-se a grandes períodos de ausência do vídeo, até o público exigir sua volta ou dele se recordar com saudade.

J. Silvestre se apresentou como sendo um dos primeiros homens de comunicação adeptos do transplante de cabelos, técnica à época ainda considerada incerta. Permaneceu nos Estados Unidos durante 23 anos, uma fase da qual aproveitou para pesquisar e observar a televisão americana, que considerava a melhor do mundo. Esse estudo, servia de subsídio para novos programas lançados no Brasil e base para a publicação de um romance, "O Presidente Está Morrendo". Voltou à televisão em 1982, no SBT, para apresentar o "Show Sem Limite" e "A Mulher É um Show". De 1983 a 1986, apresentou na Rede Bandeirantes os programas "J. Silvestre", "Essas Mulheres Maravilhosas" e "Porque Hoje É Sábado". Voltou a viver na Flórida em 1986, ocupando os dez anos seguintes com seus quadros e livros. Apesar de preferir viver na Flórida com a família, esteve no Brasil mais uma temporada para apresentar "Domingo Milionário", na extinta Rede Manchete, em 1997, um retumbante fracasso que durou apenas seis meses. Foi seu último trabalho na televisão. Com a derrocada da emissora, voltou à Flórida. Conforme seu desejo, seu corpo foi cremado e as cinzas, jogadas ao mar. Foi casado com Nívea, com quem teve quatro filhos, Alexandre, Pedro, Paulo e João, e seis netos. J. Silvestre faleceu de insuficiência respiratória aos 77 anos, em 7 de janeiro de 2000.

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