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Jackson do Pandeiro
Cantor e compositor paraibano de Alagoa Grande e com enorme sucesso na década de 50, tendo como nome de batismo, José Gomes Filho. Com seu Forró no Limoeiro, gravado no Nordeste, surpreendeu o público carioca trazendo um ritmo diferente, alegre, marcante e que o tornou um dos campeões de vendagem de discos na época.


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Aparecia em shows de rádio, televisão e espetáculos de circo formando dupla com a esposa, Almira Castilho, de 1950 a 1967. Apresentou-se também com Rosil Cavalcanti, autor de alguns de seus êxitos. Em seu repertório, Jackson misturava forró, baião, choro, coco, pastoril, batuque, frevo e xote.

Jackson do Pandeiro, o mais importante ritmista brasileiro em todos os tempos, tem despertado mais comentários e idolatria que audição e estudos, desde seu último disco, "Isso É Que É Forró", lançado em 1981. Considerado o rei do ritmo, o gênio de Alagoa Grande, na Paraíba, um dos pilares da música popular brasileira da década de 1950 para cá, ainda tem sua rica e vasta obra restrita às lembranças nostálgicas de quem vivenciou seu período áureo.

Entre suas gravações, destacam-se: Chiclete com Banana, regravado por Gilberto Gil; O Canto da Ema, outra regravação pelo mesmo cantor; Comadre Sebastiana, seu primeiro disco gravado na década de 50 e relançamento de Gal Costa. Seguiram-se Vou Gargalhar (1955), Boi da Cara Preta (1956), O Velho Gagá (1961) e Vou Ter um Troço (1962). Participou também de um filme brasileiro, Cala a Boca Etelvina, estrelado por Dercy Gonçalves em 1959. Jackson do Pandeiro faleceu aos 62 anos, em 10 de julho de 1982.