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Jamelão


Jamelão, pseudônimo de José Bispo Clementino dos Santos, nasceu no dia 12 de maio de 1913, no Rio de Janeiro. Conheceu ainda na infância os primeiros componentes da Mangueira, e integrou a bateria da escola tocando tamborim. Logo aprendeu cavaquinho e passou a cantar em gafieiras, influenciado principalmente pelo estilo de Cyro Monteiro. Em 1945 participou do programa Calouros em Desfile, comandado por Ary Barroso, interpretando "Ai, que Saudades da Amélia", de Ataulfo Alves e Mário Lago. A partir daí conseguiu trabalhos no rádio e em boates, participando também como crooner da Orquestra Tabajara de Severino Araújo, com quem excursionou à Europa. Nos anos de 1930, passou por diversas gafieiras como a Fogão, de Vila Isabel, Cigarra e Tupi.

Como cantor, o timbre de sua voz, e a maneira com que interpretava tanto um samba, samba de roda ou Jongo, sempre fiel às raizes africanas, o colocaram na posição de um dos maiores intérpretes da música brasileira, sendo inclusive a voz que impulsionou os desfiles da Estação Primeira de Mangueira. Iniciou-se na bateria da Estação Primeira de Mangueira tocando tamborim. Como compositor, assinou alguns dos mais populares sambas de todos os tempos, como Quem Samba Fica, em parceria com o grande compositor baiano Tião Motorista, ou Eu agora sou feliz, com Mestre Gato ou ainda Cântico da Natureza, com os pesos pesados da Mangueira Nelson Matos (Nelson Sargento) e Alfredo Lourenço (Alfredo Português). Nascido no bairro de São Cristóvão, Jamelão começou a ganhar a vida aos nove anos como pequeno jornaleiro. Ganhou o apelido de Jamelão na gafieira Jardim do Meyer, um dos muitos endereços de seu aprendizado de crooner. Foi levado à Mangueira pelo lendário compositor Gradim.

Jamelão gravou um album histórico com a Orquestra Tabajara de Severino Araújo, (um mestre e inovador de orquestração) que se tornou a Bíblia da interpretação do Samba Canção. Êste album transformou-o no maior intérprete de Samba Canção de todos os tempos e popularizou uma dezena de composições de Lupiscínio Rodrigues. Aos 86 anos, Jamelão ainda estava em atividade, fazendo apresentações no Brasil e no exterior, e seguindo sua missão de intérprete dos Sambas Enredo da Mangueira nos desfiles do Rio de Janeiro. Diabético e hipertenso, Jamelão teve problemas pulmonares e, desde 2006, sofreu dois derrames. Afastado da Mangueira, declarou em entrevista: "Não sei quando volto, mas não estou triste." Jamelão faleceu no Rio de Janeiro, aos 95 anos, em 14 de junho de 2008.

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