Seis dias depois a Selznick International convida-a para o papel principal de Nasce Uma Estrela, resultando num sucesso enorme e quase que recriando nas telas seu drama na vida real. Depois da década de 30, Janet abandonou as telas para dedicar-se ao marido, o desenhista de moda Gilbert Adrian, e ao único filho, Robert. Em 1957, ela voltaria, ao lado de Pat Boone em O Sonho que Eu Vivi. O Presidente Franklin Roosevelt dirigiu-lhe um amável galanteio, num jantar em que foram apresentados: ela é fresca como um botão.
A atriz chegou a dividir-se entre os Estados Unidos e o Brasil ao adquirir uma fazenda em Goiás, de 1952 a 1974. Denominada Fazenda Amazonas, a 70 km de Brasília, sem estradas, sem eletricidade e muita poeira, conforme ela mesma chegaria a afirmar. No clima tropical, o marido Gilbert Adrian esperava poder recuperar-se melhor de um distúrbio cardíaco de origem nervosa. Em 1959, com a morte do esposo, ela deixou o Planalto Central e voltou somente para visitas. Passou a viver em Palm Springs, na Califórnia, casada pela terceira vez, com o produtor Paul Gregory e dedicando-se à pintura. Em 1978, em entrevista a Judith Patarra, da revista Veja, ela externou sua desaprovação com os filmes fortes e comentou: Não acho que uma jovem deva se casar virgem, mas as cenas amorosas no cinema deviam ser tão casuais como... E completou, em alegre português: Como tomar um cafezinho. No início de 1980, Janet Gaynor estreou na Broadway com a peça Harold and Maude, a versão teatral do filme Ensina-me a Viver, estrelado por Ruth Gordon. Faleceu aos 77 anos, em 14 de setembro de 1984.