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Janete Clair


Autora de novelas nascida em Conquista, Minas Gerais, considerada a Agatha Christie da televisão, escreveu "Selva de Pedra" em 1972, atingindo 100% de audiência. Abandonou o curso de bacteriologista para dedicar-se ao rádio, tendo estreado na Rádio de France como cantora e mais tarde, contratada pela Rádio Tupi Difusora como locutora, ambas emissoras de São Paulo. Foi nessa época que conheceu o teatrólogo Dias Gomes, com quem veio a se casar em 1950.

Em 1956, Janete Clair estreou sua primeira novela, "Perdão, Meu Filho", tendo escrito outras 40 antes de chegar à televisão. No tempo da Rádio Nacional, chegou a escrever três tramas ao mesmo tempo. Em 1963, foi ao ar "O Acusador" e, em 1967, Glória Magadan, diretora de novelas da Globo, procurou-a e disse: "Tenho um abacaxi para você". Cabia a ela procurar uma solução para que a novela "Anastácia", de grande investimento para a emissora, se recuperasse do fracasso de audiência. Janete, então, deu origem à ideia de um terremoto, que matou 35 personagens sem grande importância, deixando para apenas cinco sobreviventes a missão de fazer subir os índices da pesquisa. O resultado esperado foi alcançado e a autora descobriu a fórmula do sucesso, ao acrescentar à trama, grandes doses de romantismo e realidade misturada com fantasia.

Em 1969, ia ao ar "Véu de Noiva", tendo como herói, um piloto de Fórmula 1. Glória Magadan estava definitivamente afastada. Não podia mais haver lugar para os duques, os barões e as princesinhas que habitavam suas histórias. Janete não perdia tempo apresentando seus heróis na novela. Já no primeiro capítulo, eles eram mostrados sem meio-tons. O telespectador precisava de apenas 45 minutos para saber quem era quem e identificar os vilões e mocinhos que iria amar e odiar durante os seis meses seguintes. Era também imprescindível um restaurante onde todos os personagens se encontravam e, principalmente, onde os amores proibidos eram flagrados. Sem esses restaurantes, não havia novela.

A autora era inimitável na arte de criar nomes estranhos. Em que país existiria alguém chamado Silvana Karany ou Piero Camerino? Mas os nomes exóticos ajudavam seus personagens a se transformarem em mitos. Foi o caso de Salomão Ayala. Principais obras: "Paixão Proibida" (Tupi, 1967), "Passo dos Ventos", "Sangue e Areia", "Rosa Rebelde", "Irmãos Coragem" (1970), "O Homem que Deve Morrer" (1971), "O Semideus" (1974), "Fogo Sobre Terra" (1974), "Bravo!" (1975), "Pecado Capital" (1976), "Duas Vidas" (1976), "O Astro" (1977), "Pai Herói" (1979), "Coração Alado" (1980), "Sétimo Sentido" (1982) e "Eu Prometo" (1983). Janet Clair faleceu aos 58 anos, em 16 de novembro de 1983.

Veja foto de novela de Janete Clair

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Francisco Cuoco e Regina Duarte em "Selva de Pedra" (1972)