Jean Claude Brialy nasceu em Lieu Aumale, Algéria, em 30 de março de 1933. Com Jean-Paul Belmondo, Brialy encarnou a cara da nouvelle vague, em filmes de Claude Chabrol e Jean-Luc Godard. Era afetado e/ou insolente. Quando virou diretor, seguiu o caminho inverso e substituiu a insolência pelo charme passadista. Fez "Églantine e Les Malheurs de Sophie", baseado na Condessa de Ségur, que são bons filmes, mas inusitados, para quem interpretou "Os Primos" e "Uma Mulher É Uma Mulher".
Brialy trabalhou com outros grandes diretores - Eric Rohmer, Luis Buñuel. Destacou-se num filme que fez na Itália - "La Notte Brava", de Mauro Bolognini, com roteiro de Pier Paolo Pasolini. Chamou-se, no Brasil, "A Longa Noite de Loucuras". Um bando de garotos da vida toma dinheiro de prostitutas. O dinheiro, pelo qual se batem, não vale nada. O filme começa e termina com uma nota de dinheiro amassada (e jogada no lixo). A idéia é do diretor. Não está no roteiro de Pasolini, como foi editado no Brasil, com as crônicas e novelas de Ali de Olhos Azuis.
Ele trabalhou com Chabrol ("Nas Garras do Vício", horrenda tradução de Le Beau Serge), Truffaut ("Os Incompreendidos", "A Noiva Estava de Preto"), Godard ("Uma Mulher É uma Mulher"), Rohmer ("O Joelho de Claire"), Malle ("Ascensor para o Cadafalso"), além de Buñuel ("O Fantasma da Liberdade"). Está em um filme, "Casanova e a Revolução", de Ettore Scola. Em seu currículo constam mais de cem filmes, alguns deles obras-primas. Brialy foi protagonista de Le Beau Serge e outros filmes, mas era uma espécie de especialista em papéis secundários, que ganhavam relevância com seu talento. Membro do juri do Festival de Cinema de Cannes em 1995, Jean-Claude Brialy apareceu num popular programa da televisão francesa, "Le Monde est à Vous". O ator faleceu aos 74 anos, em 30 de maio de 2007.