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Ator de maior popularidade do cinema francês, nascido em Paris no dia 17 de maio de 1904, e com o nome de Jean Alexis Moncorge. Conquistou a fama e conservou-a por quatro décadas, a partir do advento do cinema falado e notabilizado num tipo de personagem rude mas cavalheiresco. Foi o maior intérprete do realismo poético na França, e as plateias do tempo da II Guerra Mundial se comoviam até às lágrimas quando ele beijava Michele Morgan e depois partia. Representava sempre um legionário, um soldado, e estava sempre se despedindo de alguém.

Magnifico ator de composição, alternando uma variedade impressionante de papéis (caçador, trapezista, capitão de navio, Poncio Pilatos, legionário, operário, ladrão, chefe de quadrilha, soldado, desertor, condutor de locomotiva, gângster, treinador de boxe, camioneiro, diretor do Moulin Rouge, juiz, dono de restaurante, pintor, advogado, garagista, comissário Maigret, Jean Valjean, policial, presidente, patriarca rural, empresário, marceneiro, médico, banqueiro, mendigo, hoteleiro, falsário, inventor, antigo tipógrafo, etc.), Gabin nunca deixou de ser ele mesmo o tempo todo, alimentando assim seu mito, o único que o cinema francês conheceu.

O perfil de seus personagens começou a se delinear a partir de "Marie Chapdelaine", rodado em 1934 no Canadá e onde ele interpretava um fugitivo da polícia, morto ao final. Gabin participou de diversos clássicos do cinema francês, dirigidos por Jean Renoir e Marcel Carne, numa série considerada como o melhor desempenho do ator. Somente a partir da década de 60, seu brilho foi ofuscado com a ascensão de Alain Delon e Jean-Paul Belmondo. Embora diminuindo sensivelmente seu ritmo de trabalho, mesmo assim não foi esquecido. Pesquisas de opinião do começo da década de 70 revelavam que Gabin continuava o número 1 para o público francês.

Sétimo filho de um casal de atores, o próprio pai o levou para o music-hall, onde era sucesso com sua possante voz e o charme que encantava o público feminino. Utilizando o nome artístico de seu pai, Jean Moncorgé torna-se Jean Gabin ao galgar o palco do Folies Bergères. É ali que canta e dança ao lado de Mistinguett. Em 1930, Gabin passaria para o cinema, estreando em papéis de galã rude e briguento. Durante a II Guerra Mundial, alistou-se na resistência francesa, tendo recebido várias condecorações, ocasião em que entrou na Paris libertada como comandante de tanques da Segunda Divisão Francesa.

Após vários anos de cabaré, recebe o chamado do cinema e grava seu primeiro filme com um título premonitório: "Chacun sa chance" (1930). Seu início de carreira é bastante difícil e ele trabalha em produções de menor importância. Contudo, Julien Duvivier dá-lhe a oportunidade de mostrar seu talento no filme "Você camaradas" (1936) ao lado de Charles Vanel e, principalmente, na produção "O Demônio da Algéria" (1937), no qual Gabin interpreta, com brio, o criminoso Pépé le Moko, que deu o nome ao filme em francês. Em 1930, Gabin passaria para o cinema, estreando em papéis de galã rude e briguento. Durante a II Guerra Mundial, alistou-se na resistência francesa, tendo recebido várias condecorações, ocasião em que entrou na Paris libertada como comandante de tanques da Segunda Divisão Francesa.

Em 1951 e 1954, ele receberia o prêmio de melhor ator no Festival de Veneza. Casou pela terceira vez, com Christine Fournier, e pai de quatro filhos, vivia numa imensa propriedade de 150 hectares na Normandia. Curiosamente, teve rápida passagem pelo cinema americano, onde participou de "Brumas" e "O Impostor" (The Impostor, 1944), ambos considerados os piores desempenhos de sua carreira. Com quase 70 anos, Jean Gabin tornou-se cada vez mais seletivo em relação a seus papéis, beirando a caricatura. Assim, suas interpretações em "La Horse" (1970) ou no "L'Affaire Dominici" (1973), consolidam ainda mais seu personagem de patriarca teimoso. Mais foi com "O Gato" (1970) de Pierre Granier-Deferre que mostrou o quanto seu talento permanecia intacto, assim como no filme "Dois Homens Contra uma Cidade", onde dividiu novamente as telas com Alain Delon. Em 1974, gravou uma música, "Je sais", com letra de Jean-Loup Dabadie, que obteve uma classificação aceitável nos índices de vendas de discos daquele ano. Seu último filme, "L'Année sainte" (1976), dirigido por Jean Girault e com Jean-Claude Brialy, foi um fracasso.

O ator participou de cerca de 100 produções para o cinema. Jean Gabin faleceu em 7 de novembro de 1976, vitimado por um ataque cardíaco causado por problemas de hipertensão, seis meses após ter completado 73 anos. Grande astro desde 1935, ele fez 95 filmes, dos quais pelo menos uma dezena honra a História do Cinema. Como observou André Brunelin em "Gabin" (Robert Laffont, 1987), uma das melhores biografias jamais escrita sobre um artista de cinema, Jean Gabin conseguia 'transportar' sua própria personalidade para o personagem e foi talvez por causa disto que ele parecia sempre muito verdadeiro na tela.

Veja outra foto de Jean Gabin


Filmografia
1931: Conquista a Tua Mulher (Gloria)
1933: A Estrela de Valência (L'étoile de Valencia)
1933: Túnel Submarino (Le tunnel)
1935: A Bandeira (La Bandéra)
1935: O Mártir do Gólgota (Golgotha)
1935: Os 3 Diabos (Variétés)
1936: Camaradas (La belle équipe)
1936: O Demônio da Argélia (Pepe Le Moko)
1937: A Grande Ilusão (Grand Illusion)
1937: Gula de Amor (Gueule d'Amour)
1937: Atração da Carne (Le messager)
1938: A Besta Humana (Bete Humaine).....Mais informações
1939: Cais das Sombras (Quai des brumes)
1939: Recife de Coral (Le récif de corail)
1940: Trágico Amanhecer (Le Jour se Lève)
1941: Águas Tempestuosas (Remorques)
1942: Brumas (Moontide)
1944: O Impostor (The Impostor)
1946: Mulher Perversa (Martin Roumagnac)
1947: Sombras do Passado (Miroir)
1949: Três Dias de Amor (Le mura di Malapaga)
1949: Além das Grades (Au-delà des Grilles)
1950: Maria do Porto/Paixão Abrasadora (La Marie du Port)
1950: O Inferno não Tem Preço (È più facile che un cammello...)
1951: O Prazer (Le Plaisir)
1952: Amar-te É Meu Destino (La Minute de la Verité)
1952: Amor Traído (La Verité sur Bébé Donge)
1953: Grisbi, Ouro Maldito (Touchez pas au Grisbi)
1953: A Última Noite (Leur dernière nuit)
1955: Napoleão (Napoléon)
1955: Antro do Vício (Razzia sur la chnouf)
1955: Porto do Prazer (Port du désir)
1955: Crianças Sem Destino (Chiens perdus sans collier)
1955: Noites de Bruma (Gas-oil)
1955: O Can-Can Francês (French Cancan)
1956: A Travessia de Paris (Four Bags Full)
1956: Vidas Sem Destino (Des gens sans importance)
1956: Crime e Castigo (Crime et châtiment)
1957: Mães Modernas (Le cas du Docteur Laurent)
1957: Sedução Fatal (Voici Les Temps des Assassins)
1957: Os Miseráveis (Les Miserables)
1958: Amar é Minha Profissão (En Cas de Malheur)
1958: Assassino de Mulheres (Maigret tend un piège)
1958: Vício Maldito (Le désordre et la nuit)
1958: Volúpia do Poder (Les grandes familles)
1959: Arquimedes, o Vagabundo (Archimède, le clochard)
1959: O Castelo do Medo (Maigret et l'affaire Saint-Fiacre)
1959: Filho de Sangue Alheio (Rue des Prairies)
1960: O Vigarista (Le baron de l'écluse)
1961: O Rei dos Falsários (Le cave se rebiffe)
1961: O Macaco no Inverno (Un Singe en Hiver)
1961: O Presidente (Le Président)
1963: Maigret Enxerga Vermelho/Inspetor Maigret Acerta (Maigret voit rouge)
1963: Gângsters de Casaca (Mélodie en sous-sol)
1964: O Gentleman (Monseur)
1964: A Idade Ingrata (L'Âge Ingrat)
1965: Sombras no Meu Passado (Le tonnerre de Dieu)
1966: Crime no Asfalto (Du rififi à Paname)
1967: O Ocaso de um Gângster (Le soleil des voyous)
1969: Os Sicilianos (Le Clan des Siciliens)
1971: O Gato (Le chat)
1973: O Caso Dominici (L'Affaire Dominici)
1973: Dois Homens Contra uma Cidade (Deux Hommes Dans la Ville)
1974: A Sentença (Verdict)


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Jean Gabin
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