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Jean Manzon


Conhecido diretor de documentários, francês naturalizado brasileiro, com mais de 900 curta-metragens para o cinema. Manzon começou trabalhando, na França, para as revistas Paris Match, Vu e Paris Soir. Mudou-se para o Rio de Janeiro fugindo da Segunda Guerra Mundial. Chegou ao Brasil em 1945, como fotógrafo da revista Paris-Match, e depois transferiu-se para O Cruzeiro.

Na função de repórter fotográfico e, como companheiro de David Nasser, estiveram em grande evidência por seus trabalhos na imprensa da época. Numa das reportagens que fizeram, ao registrar o primeiro contato com os índios xavantes, Manzon efetivamente viajava no avião que os índios tentaram abater a flechadas. Manzon tinha espírito de aventura, não tinha medo e arriscava-se visitando locais remotos e selvagens do Brasil.

Foi um dos primeiros fotógrafos, junto com Henri Ballot e José Pinto, a revelar ao mundo as diversas faces dos índios do Xingu. Uma das mais notáveis e polêmicas duplas jornalísticas da história da imprensa no Brasil, as reportagens que fez em parceria com com David Nasser de 1943 a 1951 foram fundamentais para o sucesso de vendas da revista O Cruzeiro, cuja tiragem atingiu níveis inesperados para a época. Tornou-se então o mais famoso fotógrafo brasileiro do período entre as décadas de 1940 e 1970.

Ele foi também repórter do Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) no governo de Getulio Vargas, com salários bem altos. Tornou-se o fotógrafo preferido de Getúlio Vargas que adorava ver fotos suas publicadas na imprensa internacional. Manzon inovou o fotojornalismo brasileiro, até então pouco criativo, com novos enquadramentos, "closes" extremos e ângulos bizarros que atraiam a atenção dos leitores. Suas fotos, ao contrário do que propõe a maioria do fotojornalistas, foram, na maior parte das vezes, posadas. Tampouco tinha preocupação com a veracidade do fato fotografado. Uma vez, alguns monges recusaram-se a ser fotografados para uma matéria jornalística; Jean Manzon chamou dois amigos, vestiu-os com batas, tirou as fotos necessárias e as enviou para a redação, que as publicou como autênticas.

Até o início dos anos 1980, era obrigatória a apresentação de documentários em todos os cinemas antes do filme principal. Em 1951, iniciou os filmes promocionais, sendo contratado por diversas empresas de porte para a divulgação de sua imagem comercial, onde se incluíam instalações e produtos. Com um material de excepcional qualidade técnica e aprimorado acabamento, conquistou um nome que se tornou célebres nos meios profissionais. Em 1981, Manzon lançava "Uma Canção Brasileira", sua obra de maior fôlego, com uma hora e quarenta minutos de imagens sobre o Brasil. As filmagens consumiram três anos e, afirmava na época tratar-se de um cartão de visita do Brasil, para ser visto em outros países. Jean Manzon casou-se três vezes e teve dois filhos. Faleceu aos 75 anos, em 1º de julho de 1990.

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