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João Figueiredo


Último militar a assumir a Presidência da República, permaneceu seis anos no poder e entregou o governo em 15 de março de 1985 a seu sucessor, o civil José Sarney. Havia se completado o período de maior esplendor que as liberdades públicas e individuais viveram no Brasil pós-64. Em busca de uma nova pacificação nacional, que tornasse possível a volta a um pleno estado de direito, o governo Figueiredo restabeleceu, manteve e ampliou, de forma incontestável, as liberdades como nenhum outro presidente da fase revolucionária.

"Juro fazer deste país uma democracia", comprometeu-se Figueiredo no início de seu mandato. A promessa foi plenamente cumprida, pois ele legou ao seu sucessor uma nação de fato democrática. Não havia nenhum preso político, nenhum órgão de imprensa sob censura e nenhuma pessoa impedida de expressar sua opinião. Não houve, ao longo dos seis anos de sua gestão, nenhuma cassação de mandato, e em nenhum momento o Congresso esteve fechado. As eleições que deveriam ser realizadas, inclusive as diretas para governadores, foram concretizadas. A Presidência da República, enfim, foi passada à chapa de oposição dentro da forma legal.

A despeito de tudo isso, em seis anos de governo, Figueiredo perdeu a saúde, o equilíbrio emocional, a popularidade e os principais colaboradores dos primeiros meses de mandato. Sua administração passou por maus momentos, mas em nenhuma circunstância ele relutou em desistir de seus objetivos, nem o desânimo e a frustração não venceram a determinação de ver o país trilhando os caminhos da democracia. Terceiro de um grupo de seis irmãos, o general João Baptista de Oliveira Figueiredo nasceu no bairro carioca de São Cristóvão, numa casa localizada nas proximidades do quartel onde seu pai, o general Euclydes Figueiredo, servia.

João Figueiredo estudou no Colégio Militar de Porto Alegre e na Escola Militar de Realengo. Formou-se em primeiro lugar na Academia Militar, na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais e na Escola de Comando e Estado-Maior, um feito igualado por pouquíssimos oficiais - entre os quais os irmãos Orlando e Ernesto Geisel. Antes da presidência, Figueiredo ocupou a chefia do Serviço Nacional de Informações, o SNI, durante o governo Geisel.

Casado com Dona Dulce, tiveram os filhos Paulo Renato e João Baptista de Oliveira Figueiredo Filho. O presidente gostava de se vestir no estilo clássico sóbrio, preferindo cores escuras e apreciava montar a cavalo, hábito adquirido na juventude e do qual foi impedido mais tarde por problemas na coluna. Depois de abandonar a vida pública, passava a maior parte do tempo no Sítio do Dragão, na região serrana do Estado do Rio de Janeiro, mas, nos últimos tempos permanecia em seu apartamento em São Conrado, no Rio. João Figueiredo aos 81 anos, em 24 de dezembro de 1999.

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