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Joao Goulart


Presidente da República, sucessor de Jânio Quadros. Foi Ministro do Trabalho de 1953 a 1954 e elegeu-se duas vezes vice-presidente, uma na chapa de Juscelino Kubitschek e outra na de Jânio. Apelidado popularmente de Jango, seu nome completo era João Belchior Marques Goulart e tinha como irmã Neuza Brizola, esposa do governador do Rio de Janeiro. Natural de São Borja, Rio Grande do Sul, formou-se em Direito pela Faculdade de Porto Alegre em 1945 e, desde jovem, dedicava-se à criação de gado.

Joao Goulart elegeu-se deputado estadual e colaborou ativamente para a vitória de Getulio Vargas em 1950. Jânio se elegeu presidente da República, com 5.636.632 votos, tendo como vice, Jango, herdeiro político de Getúlio Vargas e que não era o candidato oficial da chapa de Jânio, pois na época o eleitor tinha como opção votar em vices de outras chapas. Jango foi eleito como vice com aproximadamente 4 milhões de votos. A gestão de Jânio Quadros na presidência da República se iniciou em 31 de março de 1961 e durou pouco menos de oito meses, já que renunciou a seu mandato em 25 de agosto de 1961, provocando uma das maiores crises do país.

Na ocasião da renúncia de Jânio, Jango encontrava-se em viagem pela China, assumindo interinamente o governo o deputado Ranieri Mazzili. Uma vez que os militares não queriam admitir Jango no poder, sua posse acabou acontecendo com o artifício do regime parlamentarista, tendo Tancredo Neves como Primeiro Ministro. Essa forma de governo foi revogada um ano depois, através de plebiscito realizado em 1963, tendo voltado o presidencialismo a partir dessa ocasião. Deposto em 31 de março de 1964, Jango refugiou-se no Uruguai e viveu no exílio durante doze anos e oito meses.

Começou a criar gado na Argentina a partir de 1973, ano em que se mudou para Buenos Aires fugindo da ditadura do Uruguai. Foram fechadas as escolas em Montevidéu, tumultuando a vida de seus dois filhos, João Vicente e Denise, ambos em idade escolar. Jango chegou a sondar sobre a possibilidade de obter um visto de permanência no Paraguai, fazendo até elogios ao então ditador Alfredo Stroessner, que costumava ser duro com seus patrícios, mas acolhia de bom grado os perseguidos políticos de outros países. O ex-presidente chegou a receber um passaporte paraguaio, mas nunca usou o documento.

Joao Goulart veio a falecer em sua fazenda em Mercedes, na província argentina de Corrientes, sem ver realizado o maior sonho que tinha em vida: voltar à terra natal. Três meses antes de morrer, ensaiou sua última tentativa frustrada de retornar ao país. Foi a Portugal para se encontrar com o então primeiro-ministro Mario Soares e, prestigiado, tomar o avião em Lisboa e pousar no Brasil. O encontro não ocorreu, Jango voltou para a Argentina e só morto conseguiu atravessar as fronteiras do país. Manuscritos inéditos de Jango foram revelados pelo jornal Zero Hora, de Porto Alegre, em 1992, guardadas durante dezessete anos pelo gaúcho Percy Peralvo, ex-administrador de sua fazenda no Uruguai. João Goulart faleceu aos 58 anos, em 6 de dezembro de 1976.

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