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Joaquinzão
Sindicalista de grande atividade na década de 70, foi presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, a maior e mais rica entidade no gênero da América Latina. Encarnou uma época áurea do sindicalismo e tornou-se o símbolo do peleguismo nos tempos do regime militar. Conseguiu seu primeiro emprego como metalúrgico nas Indústrias Matarazzo e fez carreira na Arno, de eletrodomésticos.


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Nomeado interventor no Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos em 1964, elegeu-se um ano depois presidente do sindicato em São Paulo. Reelegeu-se para quatro mandatos consecutivos até 1978, quando a abertura política encorajou antigos militantes a disputar a direção da entidade. Ao aliar-se ao PCB, conseguiu permanecer no cargo até 1987, quando foi substituído por Luiz Antonio de Medeiros.

Joaquim dos Santos Andrade era boêmio, gostava de frequentar gafieiras, usava brilhantina, sapatos brancos, anel de topázio e um bigodão enorme. Durante o dia, usava roupas simples quando ia às assembléias, onde sempre era aplaudido. Recebia 4.000 reais de aposentadoria, privilégio conquistado em sua vida de sindicalista. Mulherengo notório, teve esposa e amante assumida, mas nenhuma delas compareceu a seu velório. De seus quatro filhos, apenas três estiveram no local. Joaquinzão faleceu aos 70 anos, em 5 de fevereiro de 1997.