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John Edgar Hoover


Diretor do Federal Bureau of Investigation – FBI, ao ingressar na entidade deu início à perseguição dos suspeitos de comunismo nos Estados Unidos, a célebre ação apelidada de caça às bruxas. Em 1919, na função de simples detetive, chegou a afirmar a respeito do comunismo: "Essas doutrinas ameaçam a felicidade da comunidade e a segurança de cada indivíduo, bem como a continuidade de cada lar. Os comunistas destruirão a paz interna e lançarão o país na anarquia, no desrespeito à lei e na maior imoralidade que se possa imaginar, se não forem desde logo detidos". Hoover iniciou a carreira no FBI em 1921, no cargo de diretor-assistente da instituição fundada doze anos antes. Não se satisfez com a estrutura e com os métodos existentes, que começou a reformar assim que assumiu seu inteiro controle, sendo que sua jurisdição abrangia crimes contra as leis federais, como moeda falsa e contrabando, assim como assalto a bancos, raptos, espionagem, atos de sabotagem em geral e de natureza política.

Era o início dos anos trinta. Os Estados Unidos estavam desmoralizados pela Depressão e aterrorizados pelos gângsters. Era o momento ideal para que um homem atuasse. A nação buscava um herói que lutasse contra o crime, e Hoover estava pronto para assumir esse papel. Nomeado em 1935 Diretor do FBI, se dedicou a criar uma agência eficiente e científica. Ele implantou no país o sistema nacional de identificação dactiloscópica (impressões digitais) e aperfeiçoou a técnica de investigação policial. Além disso, combateu e conseguiu condenar a morte ousados ladrões de banco na época da lei seca, como Pretty Boy, Baby Face Nelson, John Dillinger e o clã Ma Barker, que se tornaram os alvos perfeitos para sua nova cruzada. Durante 48 anos Hoover foi responsável pelo maior sistema policial do mundo. Sua homossexualidade foi mantida sob sigilo ao longo de todo esse tempo, apesar de um longo envolvimento amoroso com um de seus subordinados.

Afirma-se que J. Edgar Hoover tinha Clyde Tolson como seu alter-ego. Eles trabalhavam juntos durante o dia, comiam suas refeições em conjunto, socializavam-se juntos à noite e passavam suas férias juntos. Comentários circularam durante anos de que os dois tiveram um relacionamento romântico. Alguns autores têm rejeitado os rumores sobre sua orientação sexual e uma possível relação íntima com Tolson, enquanto outros os descreveram como muito provável ou mesmo "confirmaram", e outros ainda relataram as histórias sem indicar uma opinião. Assim que Hoover morreu, Tolson herdou sua propriedade de 551.000 dólares e se mudou para sua casa, e colocou a bandeira dos EUA envolta no caixão de Hoover. A sepultura de Hoover fica a poucos metros do túmulo de Tolson no cemitério do congresso. Apesar de todos os rumores, contudo, não há provas disso, já que todos os arquivos pessoais que Hoover guardava a seu respeito na época simplesmente desapareceram com a morte deste.

Praticamente intocável durante sua longa carreira, no final de sua vida passou a ser alvo de críticas da sociedade. Na década de 1960, passou mais tempo censurando o telefone de congressistas e perseguindo líderes do movimento negro do que combatendo criminosos comuns de fato. Muitos escritores o citaram em suas obras, entre eles Robert Ludlum no romance "O Arquivo de Chancellor", onde sua morte é detalhadamente descrita como um assassinato. Em 2011, foi feito um filme baseado na sua história, intitulado "J. Edgar". No filme o ator Leonardo Dicaprio interpreta John Edgar Hoover. Hoover morreu aos 77 anos, em 2 de maio de 1972.

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Clyde Tolson e J. Edgar Hoover