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Jorge Amado


O mais popular dos escritores brasileiros e o mais lido da história, criou uma galeria memorável de personagens em sua obra. Vinte milhões de exemplares de seus 32 livros foram vendidos no Brasil e 55 países traduziram sua obra. Revelou regiões inteiras do país por meio da literatura. Nascido em Itabuna, Bahia, onde o pai, João Amado de Faria, viera de Sergipe para tentar a sorte. Um dia, em sua própria fazenda, João foi cercado por jagunços e levou um tiro. Ferido, correu para socorrer Jorge, que ainda não completara um ano e presenciava tudo. A família mudou-se para Ilhéus, onde Amado conheceu "o mar e a sedução das viagens, que me perturbou desde cedo". Aos 10 anos, ele foi mandado para um colégio de jesuítas em Salvador. Os padres bem que tentaram, mas não conseguiram domar o menino, que tinha uma veia rebelde.

Em 1927, arranjou o primeiro emprego, como repórter policial do Diário da Bahia. Teve início uma vida social variada e apimentada, entre aspirantes a literato, pescadores e prostitutas. Em 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, iniciou para valer sua carreira literária. Sua primeira obra foi "O País do Carnaval", com uma tiragem de 1000 exemplares. O livro fez sucesso e logo ganhou uma Segunda edição. Com seu romance seguinte, "Cacau" (1933), Amado se tornou best-seller para a época: os 2000 exemplares da primeira edição se esgotaram em 40 dias. Em 1933, ele casou-se com Matilde Garcia Rosa e tiveram uma filha, Eulália, que morreu com 14 anos. Separou-se da primeira mulher em 1944 e conheceu Zélia Gattai no ano seguinte, com quem teve mais dois filhos.

Por ser comunista, Amado sofreu perseguição e foi preso por diversas vezes. Em 1961, foi eleito para a Academia Brasileira de Letras. Em 1976, o romance "Dona Flor e Seus Dois Maridos" foi adaptado para o cinema, com direção de Bruno Barreto e estrelado por Sonia Braga. Na televisão, foi grande o número de novelas e minisséries inspiradas em Jorge Amado. "Gabriela" virou novela duas vezes, em 1961, na Rede Tupi, e em 1975, adaptada por Walter George Durst para a Rede Globo. Amado teve sua primeira obra traduzida para o francês em 1939 e, em 1965, vendeu os direitos de filmagem do livro "Gabriela, Cravo e Canela" para Hollywood.

Entre sua obra, também destacam-se: "Terras do Sem Fim" (1943), "Tocaia Grande" (1984), "Capitães de Areia", "Tereza Batista Cansada de Guerra", "Tenda dos Milagres", "Tieta do Agreste", "Navegação de Cabotagem", "O Sumiço da Santa" (1988). A presença da mulher na obra de Amado é tão forte e quase tão importante quanto a obra em si, o que já valeria uma galeria de beldades. Mas, toda a paixão do escritor por elas foi realizada em seu casamento com Zélia Gattai que, longe das formas e da cor exibidas pelas personagens (ela é descendente de italianos), era vista pelo marido como ideal de felicidade. Amado faleceu aos 88 anos, em 6 de agosto de 2001.

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