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Jorge Veiga
Cantor responsável por inúmeros sucessos como Eu Quero é Rosetar, Estatutos da Gafieira, Café Society e Bigorrilho. Nascido de família humilde do subúrbio de Engenho de Dentro, Rio de Janeiro, praticamente não frequentou escola e, antes dos 10 anos, foi engraxate, vendedor de bananas e ajudante de açougueiro. Na adolescência, tornou-se ajudante de pintor de paredes e, certa vez, cantando enquanto pintava um cômodo, o cliente sugeriu que ele se apresentasse na Rádio Educadora. Foi o início da carreira em 1929, imitando Silvio Caldas, ídolo na época. Sua primeira gravação foi Iracema. Não conseguiu grande sucesso, mas teve a chance de conhecer compositores do nascente samba de malandro, como Heitor Catumbi e Zé da Zilda.


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Seu primeiro emprego como cantor rendia-lhe apenas 400 cruzeiros por mês, na Rádio Transmissora, de onde saiu para ganhar o mesmo como artista do Programa Paulo Gracindo, na Rádio Tupi. Depois de algum tempo, conseguiu um dos melhores salários da época, além de cantar pelo interior do Brasil, sempre com cachês elevados. Trajando roupa branca e de chinelo charlote, sempre em busca do capim meloso (dinheiro), conquistou a popularidade a partir de 1940, permanecendo em evidência por cerca de 20 anos. Teve uma participação musical ao lado de Dolores Duran no filme Rico Ri a Toa, em 1957, e outra, em 1959, na comédia Minervina vem Aí, estrelado por Dercy Gonçalves.

Apelidado o caricaturista do samba pelo então animador de auditório Paulo Gracindo, Veiga fazia muito sucesso nos carnavais da época e, no auge da carreira, lançou História da Maçã, cuja letra, na boca dos foliões, transformava-se da seguinte maneira: A história da maçã/ é pura safadeza/ Adão comeu a Eva/ e a maçã de sobremesa, no lugar da letra original: A história da maçã/ é pura fantasia/ maçã igual aquela/ Papai também comia. Veiga chegou a gravar seis músicas de carnaval, sendo O que e que Há, para os festejos de 1948: O que e que há com a tua baratinha? que não quer funcionar/ bota esse motor em movimento, filhinha/ e vamos passear. Explica-se que baratinha era sinônimo de carro esporte e Braguinha, seu autor, deu uma conotação maliciosa à palavra. Em 1976, o cantor foi o primeiro colocado no Concurso de Músicas de Carnaval de Brasília, defendendo a música A Roupa do Gonca, de Luís Reis. Faleceu aos 68 anos, em 29 de junho de 1979.


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