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Josephine Baker


Dançarina, cantora e atriz negra norte-americana naturalizada francesa, foi chamada a deusa de ébano. Nasceu em Saint Louis e desembarcou em Paris no ano de 1925, iniciando a carreira com sucesso no Teatro Champs Ellysees ao se apresentar na revista Blackbird (Revista Negra) em trajes sumários. A atração eram os bailados exóticos e os negros zulús que emocionavam a plateia feminina. Desbocada e sexy, ela estrelava no Folies Bergeres e no Casino de Paris em 1930, conquistando a fama internacional logo em seguida. Mulheres belíssimas, cenários suntuosos, cores extravagantes, bailados, mágicos, acrobacias - assim era o music hall, o máximo em entretenimento desde o começo do século, onde franceses e turistas se encontravam todas as noites no Moulin Rouge, Folies Bergeres e Casino de Paris. O mais cintilante nome de sua história seria o de Josephine Baker.

Josephine Baker era filha de Carrie McDonald, e seu pai é incerto. Alguns biógrafos afirmam que seu pai seria Eddie Carson, que foi certamente amante de sua mãe, mas Josephine acreditava que seu pai teria sido um homem branco. O pai de Josephine, segundo a biografia oficial, era o ator Eddie Carson. Várias fontes, no entanto, afirmam que seu pai teria sido um vendedor ambulante de jóias. Ela era efetivamente fruto de grande miscigenação racial: tinha além da herança negra, de escravos da Carolina do Sul, também a herança genética de índios americanos Apalaches.

Josephine começou sua carreira ainda criança, como artista de rua, dançando. Participou de espetáculos de vaudeville de St. Louis Chorus, aos quinze anos de idade. Atuou em Nova York, em alguns espetáculos da Broadway, em 1921 e 1924. Em 2 de outubro de 1925 estreou em Paris, no Théâtre des Champs-Élysées, fazendo imediato sucesso com sua dança erótica, aparecendo praticamente nua em cena. Graças ao sucesso da sua temporada europeia, rompeu o contrato e voltou para a França, tornando-se a estrela da Folies Bergère.

Josephine Baker fugiu da pobreza para se tornar uma artista de renome mundial e ativista dos direitos civis. Ela abandonou os Estados Unidos por causa do racismo e da segregação e foi para Paris, onde se tornou uma estrela conhecida em todo o mundo. No início de sua carreira, devido à segregação, os artistas negros não podiam ficar em hotéis de brancos e havia poucos hotéis para negros. Os artistas tinham que ficar em pensões, onde dividiam quartos e camas. Muitas vezes as mulheres se tornavam "amantes de damas." O interesse sexual de Josephine em mulheres não parou depois de alcançar a fama. Ela continuou a ter amantes do sexo feminino ao longo de sua vida, além de seus relacionamentos com homens.

Por mais de 30 anos, ela reinou na cidade-luz como a estrela absoluta de shows extravagantes, sensuais, quase hipnóticos. O music-hall já era, a esta altura, uma versão bem mais descontraída, em comparação com os espetáculos do fim do século anterior. A participação de Josephine na Resistência Francesa durante a II Guerra Mundial e sua luta contra o racismo valeram-lhe as duas mais altas condecorações da França, a Cruz de Guerra e a Legião de Honra. A partir de 1950, começou a adotar crianças órfãs durante suas turnês pelo mundo, passando a criá-las em seu castelo, Les Milandes, nas vizinhanças de Paris. Foi então que começou a programar diversos shows beneficentes para conseguir manter seu sustento. Josephine Baker faleceu aos 68 anos, em 12 de abril de 1975.

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