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Nascida Judith Tuvim em Nova York, no dia 21 de junho de 1921, Judy Holliday atuou no rádio, televisão, teatro e cinema. Em 1957, conquistou um prêmio Tony por sua atuação como Ella Peterson no musical da Broadway "Bells Are Ringing". Arrebatou o Oscar de melhor atriz em 1950, por sua interpretação de Billie Dawn, em "Nascida Ontem". Embora interpretasse vários papéis de "loura burra", tanto nos palcos como nas telas, Judy estava longe disso na vida real. Seu QI de nível equivalente a gênio e seu talento abundante surpreenderam a indústria do entretenimento.

Judy Holliday tirou o Oscar de melhor atriz de 1951 das mãos de Bette Davis em "A Malvada" e de Gloria Swanson em "Crepúsculo dos Deuses". O eleitorado de Bette Davis até hoje não se conformou com isso e os fãs de Gloria Swanson, entre uma e outra dispneia pré-agônica, também continuam achando um desaforo. Talvez porque não tenham prestado atenção a "Nascida Ontem". Pois é só rever o filme para se concluir que poucas vezes o Oscar fez tanta justiça a uma atriz. Judy dá um show de voz, maneirismos e expressões, e passa da deslavada canastrice à interpretação "séria" com uma delicadeza que, talvez Davis ou Swanson não tenham feito igual em suas carreiras.

Judy era apaixonada pelo teatro, começou sua carreira ai em 1938 na peça "The Revuers". Alcançando o sucesso em 1945 com a peça "Kiss Them For Me", seguida em 1946 por "Born Yesterday". Em 1948 casou-se com David Oppenheim, com quem teve seu único filho em 1952. Em 1944 estreou no cinema, mas o reconhecimento só veio em 1950 ao representar em "Nascida Ontem" o mesmo papel que havia feito no teatro na peça "Born Yesterday", pelo qual ganhou um Oscar. Seu último filme foi "Essa Loura Vale um Milhão" (1960).

Filha única de uma professora de piano, tinha apenas quatro anos quando começou a ter lições de ballet. Esta atividade reforçou o seu gosto pelo mundo do espetáculo, que pela altura da adolescência a levou a desenvolver o seu interesse pelo teatro. Entrou em diversas peças escolares e quando acabou os estudos, ao ser rejeitada pela Escola de Representação de Yale, arranjou trabalho como operadora de palco no Teatro Mercury, de Orson Welles. Mais tarde, participou em algumas peças de teatro em diversas cidades, ao mesmo tempo em que fazia parte do grupo de cabaré "The Revuers", especialista em canções satíricas e sketches.

Foi através do sucesso deste grupo que conseguiu o seu primeiro papel no cinema, em "Serenata Boêmia" (1944), juntamente com os outros membros do grupo, representando-se a si próprios. Infelizmente, poucas cenas sobraram depois de passarem na sala de montagem. Nesse mesmo ano, participou em mais dois filmes: "Alegria, Rapazes!" e "Encontro nos Céus", pela Fox, que porém cancelou o contrato por atribuir a Holliday falta de talento. Nessa altura, a atriz abandonou a Califórnia e regressou a Nova York, onde continuou a sua carreira no teatro em peças como "Kiss Them From Me" (1945), onde representava o papel de uma prostituta, papel esse que revitalizou um pouco a sua carreira.

Contudo, só passados cinco anos voltaria ao cinema com o filme "A Costela de Adão" (1949), no papel de Doris Attingen. O filme foi um sucesso e Holliday conheceu finalmente as luzes da ribalta. No ano seguinte, conseguiu o papel de Billie Dawn em "Nascida Ontem" (1950), de George Cukor, cuja versão no teatro já tinha interpretado com bastante êxito. O seu desempenho foi considerado soberbo, tendo conquistado o Oscar de Melhor Atriz e tornando-se reconhecida junto do público e da crítica.

Em 1950 Judy Holliday viu sua carreira ser prejudicada ao se tornar alvo de inquérito secreto do FBI na caça aos comunistas, episódio conhecido com "Caça as Bruxas". Depois seu nome acabou sendo apagado da lista negra, após depôr em frente à Subcomissão de Segurança Interna. Mas os danos já haviam sido feitos. Infelizmente, o escândalo e a tragédia conspiraram para obscurecer sua brilhante estrela.

Cansada de Hollywood, em 1956 Holliday protagonizou uma comédia musical escrita pelas suas ex-colegas do grupo Revuers, intitulada "Bells Are Ringing", onde desempenhou o papel de uma operadora de telefones. Este musical acabou por ser adaptado ao cinema em 1960, naquele que foi o seu último filme, "Essa Loura Vale um Milhão", tendo contracenado com Dean Martin e cuja interpretação foi considerada uma das suas melhores.

Em 1948 Holliday casou-se com o clarinetista, e posteriormente produtor de televisão e acadêmico David Oppenheim, com quem teve um filho, o editor de filmes Jonathan Oppenheim, antes do casal se divorciar em 1958. Ela teve um relacionamento longo com o músico de jazz Gerry Mulligan, mas os dois nunca se casaram. Durante a breve passagem pela vida, ela conseguiu comover plateias do mundo inteiro com desempenhos memoráveis. Ainda hoje atrizes que se dedicam ao gênero de comédias seguem como padrão o estilo de Judy Holliday. A atriz faleceu vitimada pelo câncer de mama aos 43 anos, em 7 de junho de 1965, após 5 anos de batalha contra a doença.


Filmografia
1944: Serenata Boêmia (Greenwich Village)
1944: Alegria, Rapazes! (Something for the Boys)
1944: Encontro nos Céus (Winged Victory)
1949: A Costela de Adão (Adam’s Rib).....Mais informações
1949: Um Dia em Nova York (On the Town).....Mais informações
1950: Nascida Ontem (Born Yesterday)
1952: Na Mesma Cama/Da Mesma Carne (The Marrying Kind).....Mais informações
1954: Abaixo o Divórcio (Phffft!)
1954: Demônio de Mulher (It Should Happen to You).....Mais informações
1956: O Cadillac de Ouro (The Solid Gold Cadillac)
1956: Um Casal em Apuros (Full of Life).....Mais informações
1960: Essa Loura Vale Um Milhão (Bells Are Ringing).....Mais informações


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Judy Holliday
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