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Juracy Magalhães


Político nascido em Fortaleza, foi um dos principais líderes do movimento tenentista. Governou o Estado da Bahia entre 1959 e 1963, e respondeu pelo Ministério das Relações Exteriores e da Justiça durante a presidência de Humberto Castelo Branco. Chamado por Castelo Branco, Juracy Magalhães veio de Washington, onde era embaixador depois do golpe de 1964, para assumir o Ministério da Justiça e fazer o Ato Institucional nº 2, que acabou com todos os partidos políticos, inclusive a UDN, da qual ele tinha sido líder e presidente. Juracy fez tantas artimanhas no ministério, sobretudo apertando a censura à imprensa, que Castelo o mandou para o Itamaraty, como ministro das Relações Exteriores.

Uma tarde, Juracy reuniu os jornalistas no gabinete: ‘Tenho hoje uma notícia muito importante para vocês, mas é em off, é inteiramente off the record.’ E começou a desancar a Bolívia por causa das negociações do gás. O mínimo que disse é que a Bolívia era uma ‘vergonha latino-americana’. E terminou renovando o aviso: ‘Não esqueçam que tudo isso é off, é off the record.’ Uma jovem repórter do Diário de Notícias, presente na ocasião, não sabia o significado da expressão inglesa off the record (para não publicar). No dia seguinte, o jornal abriu assim a matéria da manchete da primeira página: ‘O chanceler Juracy Magalhães, em entrevista coletiva no Itamaraty, disse em off, off the record, que a Bolívia...’ E relatou tudo o que Juracy havia falado. Quase que a Bolívia rompeu relações com o Brasil e declarou guerra ao país. Autor da célebre frase: "o que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil", Juracy Magalhães faleceu aos 95 anos, em 15 de maio de 2001.

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